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Pedro Fagundes de Borba

Autor: Pedro Fagundes de Borba

O livre arbítrio

16/9/2023 - Várzea Paulista - SP

     Há muito tempo explorada esta questão, permanece tendo diversos pontos e questões abertas. Entre elas, a de sua própria existência. Pois segue em permanente questionamento se de fato existe ou não. Pois se baseia em uma questão de liberdade real para seguir caminho ou este já estar determinado pelo destino. Ou ainda se de fato somos livres em relação aos outros. Sendo uma questão filosófica desta forte e enorme profundidade, o que se tem é tanto algo que pode ser pensado como vivido. Uma filosofia viva.

   Desta questão da liberdade em relação ao destino encontram-se barreiras que num primeiro plano parecem não existir, mas que depois dão alguns sinais. Pois muita coisa parece orquestrada por forças externas para acontecer, levando a ocorrer de determinado modo, sob uma aparência diversa. Então não havia uma liberdade e um caminho real a se trilhar, pois apenas se seguiu um caminho já trilhado e colocado. Se, por um lado, não parece tais forças serem algo tão inerente e intransponível, há diversos fatores envolvidos que determinam caminhos e ideias. Como a história de vida, criação, o que se conhece, o que se desconhece e aqueles espaços já mais trilhados e conhecidos. O que em si, o ambiente externo, pode ser já um pouco limitante ao livre arbítrio, já que a realidade e as condições colocadas podem determinar muita coisa.

     Ao mesmo tempo o livre arbítrio se manifesta no sentido de que, em qualquer momento, qualquer coisa pode ser feita. Seja por indivíduos ou por grupos. Que levarão a diferentes caminhos ou a consequências. Uma ação livremente feita enfrenta diretamente ações dos espaços em que foi feita. A ação feita gerará reações. Tal estrutura de acontecimentos leva a se pensar o livre arbítrio em oposição às reações que gera e por onde isto pode ir. Pois se está dentro de uma corrente e de eventos. De um modo mais geral, podemos ver um livre arbítrio para fazer as ações, mas refém de reações. Se for livre para agir, o contexto e a realidade inserida darão seus caminhos. Dialeticamente, as duas forças desenham o destino do ser.  

 
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