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Pedro Fagundes de Borba

Autor: Pedro Fagundes de Borba

Sobre a serenidade

22/7/2023 - Várzea Paulista - SP

    Desde o nascimento, a vida é uma constante alternância entre pensar, sentir e acontecer. As coisas estão sempre acontecendo e os seres vivos estão sofrendo suas ações. Tanto ações feitas por eles mesmos quanto a ação de fatores e de seres externos a eles. O que significa uma série de pensamentos, sensações e atitudes que podem ocorrer. Porque tais seres, estando presentes, percebem o mundo e se percebem também. O que resulta num fluxo constante da vida, o qual, para os que a vivem, reflete em suas essências e impressões.

    Com isto, as pessoas se formam, tem suas visões e ideias. Pois a vida, em diferentes maneiras e em diferentes níveis, mostra suas voltas e suas instabilidades. Se manifestando para os viventes em suas formas, contradições, inseguranças e medos. Isso significa uma presença e uma força em cima dos espíritos que adquire tons e formas diferentes de acordo com o que estes sentem, ou então percebem o que ali está. Espíritos muito sentidos tendem a sentir muito forte e, possivelmente, ver e sentir as coisas que não existem, ou estão colocadas de formas diferentes.

     Sobre este viver, o ser se porta, se coloca, se vê e se orienta. Pois sendo a vida tão complexa e multifacetada, com tão poucos aspectos por nós conhecidos,  acontece de estando diante daquilo feito pela Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas, não conseguirmos absorver e saber tudo, ficando muito a míngua e não sabendo o que ela é ou do que se compõe. Vendo a vida em tantos aspectos e com tantas coisas acontecendo, ocorre de que se desenvolvem muitas vezes fortes dúvidas, incertezas e mesmo uma tensão em relação às coisas que acontecem ou podem acontecer.

      Nisto fica importante a ideia da serenidade perante a vida. Sobre isto, diversos autores já escreveram relacionados à postura em relação a ela. Desde a indiferença até um profundo sentir. A vida em si não deve ser vivida ou requerida com indiferença, pois é real e faz com que todo o conhecido esteja em nossa volta. É em si grande. Porém deve atrair para si o indivíduo uma serenidade em relação a ela, aquilo que a Conscienciologia chama de homo sapiens serenissimus, ou Serenão. Que possui uma forte serenidade em relação à vida e situações, a qual enfrenta e sente também, mas com uma paz interna. O espírito assim sereno consegue ver a vida em todos seus aspectos e ocorrências, sentindo melhor os processos da Inteligência Suprema. Que em seus mistérios nos conduz.

 
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