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Pedro Fagundes de Borba

Autor: Pedro Fagundes de Borba

Independência do Brasil

4/9/2022 - Várzea Paulista - SP

         Com o evento completando duzentos anos, é um bom momento para se avaliar e ver o que tem sido o país desde então. Há um grande significado nele, pois se trata do momento no qual o Brasil passa a se autogovernar, sendo um espaço para si e sua população. Estava inserido no contexto de libertação da América, onde outros países também se tornavam independentes. No caso brasileiro, houve a particularidade do líder não ter nascido no Brasil, mas em Portugal. Bem como o país ter continuado monarquia, ao invés de república.

       Foi sempre também em país peculiar em condução e decisões políticas, normalmente terminando sempre em processos conciliatórios e que levavam a poucas mudanças ou rupturas políticas, devido a forças internas terem articulações fortes neste sentido. O que o torna um país politicamente muito conservador. E que mantém uma maneira difícil de resolver problemas e contradições.

       Durante este segundo centenário, vive-se um momento em que há visões internas antagônicas sobre questões sociais e políticas, mas querendo associar ao Brasil, ao país. Portanto faz sentido que tentem fazer associação com o movimento histórico. O presidente Bolsonaro quer usar disso para tentar força e apoio, se associando as figuras históricas, se parecendo um grande herói, trazendo até mesmo o coração do monarca ao Brasil temporariamente. Tentando se aproveitar, marca grandes manifestações para sete de setembro, possivelmente tentando apoio para golpe, o que provavelmente não conseguirá.

    É um evento político marcado por uma questão histórica ao qual tenta se associar, por estar na raiz da história brasileira. Em questões e símbolos históricos, se temos o momento que funda o jeito do país ser e que é uma de nossas bases, até hoje marcando profundamente o que é o Brasil. E os governantes tentam se apropriar, mas a força é maior, bem como a complexidade. Dom Pedro I ainda diz mais sobre nós que Jair Bolsonaro.  

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